Quando eram pequenos em meus braços, supliquei: Pai, sê o escudo deles — tão indefesos, tesouros preciosos neste mundo de contradições e violência.
Nas primeiras quedas ao aprender a andar, orei: Pai, cair é parte da vida; sê o amparo e a força que sempre os levante.
Diante das birras e teimosias, pedi: Pai, são marcas da nossa natureza humana; sê paciente e perdoa-lhes as faltas.
Quando as lágrimas vieram — por medo, dor ou frustrações — roguei: Pai, enxuga as que vejo e também as que desconheço; que em meio aos gritos da alma eles floresçam em maturidade e graça.
Ao contemplar os sonhos e desejos guardados em seus corações, clamei: Pai, Tu podes fazer além do que pedimos ou pensamos; abre caminhos largos diante deles.
Em suas conquistas, fiz breve prece em sorriso: Pai, que desfrutem de cada vitória; que avancem como pessoas, mas nunca se esqueçam de que o Teu amor — e o meu — não depende de suas performances.
E diante das mudanças da vida que trazem apreensão, continuo pedindo: Pai, ensina-os a caminhar com fé nesta estrada marcada pela incerteza.
Por fim, confesso diante de Ti: Pai, Tu conheces o amor que lhes dedico e também os meus limites e falhas. Não posso suprir tudo o que desejam ou necessitam. Por isso, entrego-os às Tuas mãos — certo de que somente em Tua Paternidade encontrarão verdadeira satisfação e força diante deste vasto mundo.
Em Jesus Cristo, Amém.

