Agi por impulso. Força excessiva no olhar, postura rígida como uma rocha, palavras afiadas como flechas prontas para ferir, e gestos intimidadores. Duro, muito duro perceber do que sou capaz. Dentro de mim habita um homem violento e carnal, sempre à espreita, pronto para dominar. Que loucura!
Há quem acredite que esses rompantes são fruto de impulsos primários; outros os atribuem à fisiologia, aos hormônios. Prefiro, no entanto, trilhar o caminho descrito pelo apóstolo Paulo: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço” (Romanos 7:15, 19).
Mas o que fazer quando esse dia chega?
Primeiro, reconheço que sou capaz de tais ações porque sou humano, não um anjo imaculado! Depois, confesso o meu pecado a Deus, em nome de Jesus, pois o Pai Celestial é cheio de graça e misericórdia. Em seguida, deixo de lado o orgulho e peço perdão caso tenha ofendido alguém. Por fim, extraio as lições, ergo o olhar e sigo em frente.
Aprendi que a maturidade de um homem está em encarar o seu lado sombrio com verdade, mas confiado na graça do Pai.

