Coisa boa é chegar em casa. Lugar onde o coração se desarma e se permite sentir a dor da perda. Por ocasião do falecimento da minha avó, fiquei amuado, sem muitas palavras e invadido por aquele buraco que o luto traz.
De repente a minha filha Luma decidiu desenhar; entrou no meu quarto e me chamou. Na cabeceira da cama colou uma obra de arte: vovó e eu. Ela na cadeira de rodas – sua companheira nos últimos anos de vida. Ambos sorrindo! Marca primeira dos nossos reencontros. E em letras garrafais a palavra – LOVE.
Minha pequena desenhista foi capaz de pintar um sorriso de vida no meu rosto, mesmo na frieza de um dia sombrio. Li esta frase em algum lugar: “O mais importante não é a casa onde se mora mas a casa onde em nós mora”. Independente do meu CEP o meu lar se encontra na Thaís, no Heitor e na Luma.
Um dos últimos anseios da minha avó era ficar de pé. Agora ela corre a plenos pulmões no lar celestial. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (João 11:25-26). Como diria Doroty em ‘O Mágico de Oz’ (1939), “não existe lugar melhor que o nosso lar”. Lares. Eu no terreno e vovó no eterno. Um dia nós dois no mesmo. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:2-3). Maranata! Vem Senhor Jesus!

