Eca… Eca… Eca…

Foi desta forma e com estas pausas que o meu filho encerrou a sua oração. A mesa estava posta. Almoço do dia a dia. Nada de especial. Arroz, feijão, carne e salada. Pedi para o meu filho, com 3 anos na ocasião, agradecer ao Papai do Céu. Ele conclui assim: “(…) Obrigado pela alface que eu não gosto. Eca, eca, eca. Amém”. Eu tentei segurar o riso diante de tanta sinceridade. 

Quando nos tornamos adultos aprendemos a disfarçar pensamentos e sentimentos. Lentamente deixamos de lado a sinceridade em função do desejo de sermos aceitos e pelo medo do julgamento alheio. Mas como diria o poeta “mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”. Precisamos aprender com as crianças a abrir mão do olhar de aprovação do outro. Eca, eca, eca à hipocrisia e viva à sinceridade. E saiba, “filho”, seja verdadeiro porque o Pai tudo sabe. DEle nada podemos esconder. “Antes mesmo de eu falar, Senhor, sabes o que vou dizer” (Salmo 139:4). Amém!

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