A minha família estava à mesa em meio às risadas e conversas casuais de uma noite de sexta. Mas, não me lembro por que cargas d’água, entramos numa conversa sobre como cada um de nós reage à tristeza. O Heitor parou, pensou um pouco e disse: “Papai, quando está triste, fica no quarto lendo um livro ou vai lavar a louça. Ele fez isso quando a vovó bisa morreu”. Achei fantástica e assertiva a observação do meu filho. Pontuei o quanto admirava a capacidade que ele sempre teve de observar e lidar com os sentimento dos outros.
Como é bom ter um lugar onde não é preciso usar máscaras. Poder ser gente é libertador. Ser amado sem ser FAKE é viver por excelência. Estar alegre, triste, chateado, empolgado, sem ser julgado é ótimo. Todos precisamos deste lugar onde é possível ficar desnudo e continuar sendo amado. Obrigado, filho, por me fazer sentir assim. Sei que ainda vou lavar muitas louças e buscar a companhia dos livros porque “no mundo terei aflições” (João 16:33). Mas é reconfortante saber que alguém como você me enxerga e me aceita em qualquer dia. Te amo!

