Eu e meu filho Heitor abraçamos o desafio de ler a Bíblia inteira em quatro anos, o que tem sido uma experiência nova e gratificante. A passagem de ontem foi na primeira carta do apóstolo Paulo à igreja de Tessalônica. Os versos que seguem me saltaram aos olhos! “E o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos” (I Ts 3:12,13).
Só o amor possibilita o verdadeiro caminho da santidade. Não estou falando aqui daquela postura estoica que busca matar os prazeres da vida como sinal de força, nem do estilo farisaico onde a obediência às Escrituras se torna o cenário da vaidade.
Vejo aqui Paulo declarando a seguinte equação: o Senhor Jesus nos faz crescer + o amor entre irmãos aumenta = santidade diante do nosso Deus e Pai. Jesus age, o amor acontece e, por fim, a santidade genuína floresce. Quando esta realidade espiritual é vivenciada o fardo da culpa é espontaneamente abandonado. Já se este fluxo divino do amor cristão não ocorre, temos o “baile de máscaras” da religião. Neste caso, a aparente “santidade” não traz graça e vida abundante, mas sim, as pedras da condenação e o palco da soberba.
Espero que eu e meu filho encontremos nestas palavras do apóstolo o verdadeiro caminho para a santidade que é fundamentado na poder do Amado e na força do seu amor. Porque “sem Ele, nada podemos fazer” (João 15:5).

