Polarização

As conversas tornaram mais tensas nas reuniões de famílias. Vivemos dias complexos! A polarização política trouxe um tom de agressividade ao convívio social. As divergências atingiram o âmbito das relações pessoais de maneira potencializada.

Diante deste cenário, lembrei das conversas nas aulas de uma querido professor, há mais de 20 anos. Lá atrás, discutíamos que viver o verdadeiro cristianismo é a mais efetiva militância para a transformação social. A revolução que a Igreja pode e deve promover está alicerçada na intercessão, na proclamação do Evangelho, na denúncia da injustiça social e na solidariedade ao próximo. Nada disso tem a ver com o engajamento político partidário.

Jesus não frequentava os palácios mas a sua vida promoveu as maiores transformações sociais e políticas já vistas na história da humanidade. Aliás, a única vez que o Salvador esteve no palácio foi para receber a sentença da morte por crucificação.

Vivemos numa sociedade demo (povo) crática (poder). Podemos sim manifestar as nossas convicções já que “o poder emana do povo”. Mas, em última instância, a Igreja de Cristo representa e prestará contas Àquele que ressuscitou e está assentado para sempre no alto e sublime trono, sobre todo e qualquer governo: Jesus, o Cristo. E não se esqueça destas palavras: “Jesus, pois, chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva”(Mateus 20:25-26).  

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