A Copa e o Envelhecer

A derrota na Copa se mistura com a consciência do envelhecer. A cada quatro anos a memória afetiva é grifada. Onde você estava quando o Brasil levantou a taça em 2002? Quem estava torcendo ao seu lado? Onde era a sua casa? Quais eram os amigos? Qual era a escalação da seleção? Quem você abraçou aos gritos de “É campeão”! Lembrou? 

Alguns partiram, outros chegaram. As suas prioridades, gostos, manias e até mesmo algumas crenças se modificaram. O envelhecimento traz mudanças. E o relógio das copas revela que os dias correm a pleno galope. Estou meio melancólico… A seleção perdeu e a verdade é que toda competição traz muito mais o choro da derrota do que o riso da vitória.

Espero que na próxima aconteça o tão esperado grito de “hexa campeão”! Não sei onde, com quem e como estarei. Mas espero que nesta consciência do envelhecer, a cada quadriênio eu me torne um ser humano um pouco melhor. Como diz o salmista: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Salmo 90:12). Vai Brasil! Vai Leandro! Vai amigo ou amiga! Porque “os nossos dias na terra não passam de uma sombra” (Jó 8:9b).

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