Ato divino

Faça tudo certo, esforça-te e será salvo. 

O grande ícone da reforma protestante – Martinho Lutero – nasceu em 10 de novembro 1483, em Eisleben, na Alemanha. Era filho de um minerador de prata e caminhava para ser um aluno de Direito. Mas foi parar no mosteiro, onde após muitas lutas internas, reformulou o pensamento vigente sobre Deus, salvação, fé e igreja. O seu grande amigo e companheiro Filipe Melachthon fez a seguinte afirmação sobre ele: “Amiúde ao pensar na ira de Deus e em seus juízos, ficava tão aterrorizado que quase perdia o alento”. Lutero ansiava pela graça de Deus. Então, após muito estudar a Palavra chegou à conclusão de que a culpa que o consumia não poderia anulada pelos ritos da religião. A graça divina se tornou, na sua nova perspectiva, “o artigo pelo qual a igreja se mantém ou cai”.

Quando a igreja abandona a verdade sobre a graça cai em grande desgraça. O lindo hino Graça Gratuita de Charles Wesley diz: “Meu espírito está há muito encarcerado; fortemente preso em pecado e nas trevas da natureza; teus olhos espalham um raio vivificador; eu acordei; a masmorra invadida pela luz; minhas cadeias se abriram; meu coração foi liberto; eu levantei, saí e te segui”.
A graça nos constrange a seguir o Senhor e os verdadeiros discípulos entendem essa verdade. Mas a religião continua a afirmar: “Esforça-te, e conseguirá a graça”. Grande é a pretensão humana de se achar capaz de achegar-se a Deus através do esforço pessoal. Impossível! A maior prova desta insuficiência esteve na cruz do Calvário. Todo o esforço da graça foi depositado ali, através da entrega do Filho. A redenção é um ato divino. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9)

Outros posts
Categorias

Nos envie seu testemunho

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google. Aplicam-se Política de Privacidade e Termos de serviço.