Quem nunca sentiu aquele aperto no peito ou as lágrimas escorrerem dos olhos sem permissão? Essa sensação que sufoca a alma se chama tristeza. Como diria Drummond “a dor é inevitável”. Basta viver para experimentá-la. Acontece em qualquer tempo. Que criança não se achou desconsolada quando o pirulito caiu no chão? Qual adolescente não sentiu que morreria pelo amor não correspondido? E a vergonha de um ano perdido na escola? Quantos jovens não se veem frustrados quando reprovados na entrevista de emprego? Que mãe não vivenciou o paradoxo da alegre tristeza ao ver um filho sair de casa para o altar? Quantos pais de família não choraram em segredo com medo de não conseguirem sustentar o lar? Ouço nos meus atendimentos histórias de angústia e dor nos dias que atravessamos.
A tristeza faz parte da vida; é um sentimento tão legítimo quanto a esperança ou a alegria. Muito prejudicial é engolir o choro para negar a realidade dos sentimentos. O amadurecimento implica em aceitar a tristeza, enfrentá-la e superá-la. Por isso chore o tempo que for necessário, respire fundo, levante a cabeça e prossiga! Lembre-se de que tudo passa.
Vivemos entorpecidos pela cultura do sucesso onde negar a tristeza é uma questão de inclusão social. Registro uma das maiores verdades a respeito do Mestre: “Jesus chorou” (João 11:35). “Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu” (Salmo 43:5).

