Há alguns anos atrás acompanhava uma pessoa numa consulta. O médico era um estimado psiquiatra. Pedi para falar com ele após a consulta. – Acho que preciso da sua ajuda pois venho apresentando alguns sintomas estranhos. Expliquei a situação. Após me ouvir atentamente por poucos minutos. Respondeu. – Eu sei o que você tem, Leandro. Abri os olhos em atenção. – É “Igrejite”. E sorriu empáticamente. Triste verdade. Mas a relação equivocada com a instituição igreja é adoecedora.
Seguem alguns sinais onde a “Ïgrejite” pode se manifestar:
- Identidade cristã apoiada em um líder e não no Salvador.
- Relacionamentos marcados por ciúme e contendas.
- Princípios bíblicos negociados para a satisfação de interesses pessoais.
- Ativismo religioso no lugar da comunhão genuína com o Pai.
- Aparência de bom cristão mais importante do que o arrependimento de pecados.
- Graça imerecida substituída por regras e padrões humanos de religiosidade.
- “Acúmulo” de conhecimento ao invés de vida transformada pelo Espírito.
- Estudo bíblico trocado por rituais eufóricos.
- Inveja “bem aceita” e alimentada entre as pessoas.
- Verdades caladas em nome do “amor fingido”.
- Adoração sincera a Deus vira palco para o orgulho humano
- Solidariedade esvaziada pela ganância.
- Jogos políticos como meios para a ocupação de cargos e não a consideração do caráter e da maturidade cristã.
- Dons espirituais cedem lugar à vaidosa roda dos ministérios que competem entre si
- Ações pautadas por eventos e não pelo mover do Espírito Santo.
Deus tenha misericórdia!
“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Mateus 4:23-24).

