Cresci próximo à praia; indo de bike dava uns quinze minutos. Férias era acordar, pegar o “camelo”, pé na areia, ondas a quebrar, sol a bronzear e mergulhos. A beira-mar, uma partida leve com raquete e pequena bola, que mais parece uma dança entre amigos. Frescobol! Céu dourado, som da bolinha veloz se misturando à sinfonia do mar. Os dois jogadores se empenham para manter a bola no ar. Não há competição, nem pontuação; apenas a alegria de manter o jogo vivo. O alvo é devolver a bola da melhor forma possível ao parceiro. Equilibrando o tempo, ambos têm o mesmo objetivo. Há cumplicidade entre os movimentos e as raquetes.
As regras deste jogo não se adequam bem à pós-modernidade impregnada de competição e busca por sucesso. Inseridos nela, casais facilmente perdem de vista que a vida a dois deveria se assemelhar a esta bela partida praiana.
Em contrapartida, as areias estão sendo invadidas por um novo esporte: o Beach Tennis. Neste sim, há ganhador e perdedor, e o alvo é pontuar, desestabilizando o adversário!
Estamos jogando um pelo outro ou um contra o outro? Frescoball ou Beach Tennis? Casais, lutemos juntos por mais partidas de Frescobol!

